terça-feira, 29 de setembro de 2015

A materialidade da existência.

Eu não tenho um corpo. Eu não uso um corpo. Eu sou um corpo.
Você não me tem. Você não me usa. Eu existo.
Eu não te tenho. Eu não te uso. Você existe.
Nossas relações acontecem aqui. Na carne.
Meu coração que palpita é carne.
Meu estômago que embrulha é carne.
Minha garganta que fecha é carne.
Meu braço que te envolve é carne.
Minha boca. Minha língua. Carne.
Carlos, acontece que não era uma pedra. Era um buraco.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Vem suave... vem!
por que eu gosto é do macio.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Boca mordida.
Morda sua língua.

domingo, 22 de junho de 2014

Sinto nojo. Nojo de gente que se lambuza com poder. Pouco. Medíocre poder. Poder de pessoas mínimas. Pequenas pessoas que se acham grandes sendo tolas. Será que não percebem o quanto é ridículo? Talvez eu devesse sentir vontade de rir.
Eu não sou dona do meu corpo. Você também não é. Ninguém é dono dele por que ele não é objeto para ser propriedade de alguém. Ele é sujeito. Ele é a concretude da minha existência. Ele sou eu. E assim digo: Eu me pertenço!

sábado, 22 de fevereiro de 2014


Poderes medíocres fazem pessoas patéticas.
Pessoas patéticas acham que são grandes os seus poderes medíocres.

Observação:

Os textos deste blog que não estiverem com aspas e os devidos créditos foram escritos por Letícia Reis. Caso queiram copia-los, favor colocar os créditos.